
A rotina do amor leva tempo.
Apaixonar – se pode precisar de exatidão de meio segundo ou menos, mas a rotina do amor é um trabalho muito maior.
É o tempo pra decorar o seu tom de voz quando esconde uma crise de ciúmes, ou então pra decorar a cor do seu olho ficando lentamente mais forte quando está triste. O tempo para descobrir que você gosta do café não tão forte, mas nem tão frio.
Tempo pra saber se a lua de mel vai ser em Portland ou Portugal. Tempo pra saber que você não gosta do tédio, mas precisa ter seu espaço de silêncio. Tempo para separar os sonhos e unir as vontades, fazendo nosso ponto de encontro no meio do caminho.
A rotina do amor é como a confirmação do amor. Você pode amar, mas você aguenta o trabalho que esse amor exige? Você sustenta o amor? Você ama, mas você se dispõe a esse amor? Você aceita a rotina de amar dia a dia, mesmo que o céu fique cinza e a chuva demora a pesar? Você banca aquilo que sente, ou por quem sente?
Você aceita esse amor nos dias em que o olho perde o brilho, a terapia não dá conta e a cabeça vai para longe? Porque acontece, simplesmente acontece. E rotina cansa, você pode negar, mas tem dias que cansa e é aí que precisa ser reinventada. Você aceita reinventar essa rotina do amor?
Quando errar, vai pedir pra voltar? Quando se magoar, vai aprender a perdoar? Porque é assim, eu erro, você também, eles todos mais ainda. É coisa do amor perder o passo de vez em quando, você sabia? E também é coisa do amor reaprender a andar – de mãos dadas ou a sós.
A rotina do amor poderia ser o título de uma comédia romântica. Só que é a vida real, às vezes ri e às vezes chora. A rotina do amor, é bem maior do que o próprio amor. Isso é tudo o que eu queria te contar.
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eu desenhos rotinas como quem respira, mas falho no amor como quem tem asma..
se eu me perder no caminho,
você engana o tempo
vem me encontrar?