
Eu vivo as inquietações, feita desse sentimento de que quem eu sou já não me basta.
Pode ser a primeira vez em que digo: quem eu sou é bom. Não é insatisfação, entenda. É o desejo de expandir, aquela coisa que só vem quando metade de nós já se encontrou e 50% é uma grande conquista no pódio da vida.
Quando as moléculas de H20 são aquecidas em um pote de água, é isto que acontece: elas se expandem, podem chegar a extravasar o ambiente.
Elas querem mais, porque são mais. Aumentam de tamanho porque fervilham.
Eu também, ainda bem.
Eu quero ver o que tem do lado de lá, atravessar essa ponte que tantas desculpas eu dei pra mim mesma até hoje. Não era hora, nem o lugar, não era vontade, nem necessidade, não era pra mim, não era assim.
E era, sempre foi.
Não chego atrasada, mas também não tenho hora marcada.
Vou seguindo o conselho de quem sabe mais do que eu (🎩💛): se for leve, segue; se pesar, freia.
É reconfortante saber que agora já alcanço os pedais.
Se todo processo de mudança é bagunça, chegou a hora de fazer as malas. Eu sei exatamente pra onde essa bússola vai apontar.
Sinto saudade de mim, mas dessa vez é diferente.
Eu sei exatamente onde me encontrar.